Desconstruir estereótipos, ouvir com atenção e dizer não a violência contra a mulher

Julho de 2024

O ano era 1827 quando meninas foram liberadas para frequentar escolas. Hoje, as mulheres fazem maioria no ensino superior no Brasil, direito que foi conquistado em 1879. Apenas em 1985 foi criada a primeira Delegacia da Mulher e em 1988 a Constituição Brasileira passou a reconhecer as mulheres como iguais aos homens. 

De lá pra cá, foram conquistados direitos como: criação de partido político, direito ao voto, cartão de crédito, lei do divórcio, prática do futebol. Ainda assim, existem estereótipos que rodeiam o gênero: elas devem ser delicadas, cuidadosas (consigo, com os parceiros, com o lar), são emotivas, menos racionais, não podem receber mais que seus maridos. Por isso, em todo momento, é preciso estar atento ao que acontece ao seu redor e, ativamente, dizer não a violência contra a mulher. 

De acordo com pesquisa do Senado Federal, a média nacional é que apenas 68% das mulheres conhecem a Lei Maria da Penha – que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Em 2023, foram registrados 3.181 casos no país. É como se, a cada 24 horas, oito mulheres sofressem crimes como agressões, torturas, ameaças e ofensas, assédio ou feminicídio – segundo dados de boletim da Rede de Observatórios da Segurança. Esses cenários podem acontecer em qualquer lugar e podem se caracterizar em violência doméstica, assédio no ambiente de trabalho e outros. 

O que você pode fazer?

  • Ouça e acredite nas histórias que as mulheres contam. Dê espaço para que ela possa quebrar o ciclo de abuso;
  • Ensine a próxima geração e aprenda com ela. Se erramos no passado, não é motivo para permanecermos da mesma forma;
  • Observe as mulheres ao seu redor e identifique sinais de que ela pode estar em perigo. Denuncie! 
  • Não seja conivente com comentários machistas;
  • Promova a igualdade de gênero;
  • Se informe, busque dados;
  • Observe a sua conduta quanto às mulheres e aja de forma respeitosa;
  • Denuncie no 180.

É importante que as mulheres saibam que têm uma rede de apoio com a qual possam contar e que vivam em um local seguro, seja no ambiente de trabalho, na rua ou em casa. 

Todos podemos e devemos fazer a nossa parte. A somatória de todas as ações fazem um lugar melhor. Vamos juntos?

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